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Descobrindo o Eu interior

Talvez a pergunta mais fundamental de toda a história do pensamento humano é: “Quem sou Eu?”. Entre inúmeras respostas surge o: eu filho, eu esposa, eu amigo, eu vizinha, eu leitora, eu trabalhador, etc. Com tantas possibilidades de Eu, as opções se tornam quase  esmagadoras diante de uma simples pergunta direta: “Quem sou Eu”? Ao nos depararmos com essa infinidade de respostas, podemos nos perder na imensidão do que nos é colocado como sendo o “correto Eu”  e o que sentimos em nosso interior como identidade.

Fonte: Internet

Desde a época da Grécia Antiga, Sócrates nos brindava com a memorável frase “Conheça-te a ti mesmo”, frase tão amplamente reproduzida, porém por muitos poucos compreendida. Esse “conheça-te a ti mesmo” estaria ligado à conhecer nossos desejos internos? Ou ainda estaria ligada à conhecer partes do nosso corpo? Diante dessa vastidão de possibilidades, nos sentimos confusos pelas possibilidades de conhecimento e o que realmente importa.
Ao começarmos essa jornada interior do autoconhecimento, nos deparamos de inicio com uma caverna escura, húmida e ampla, onde perdemos o sentido de direção, e tudo fica confuso. Verdades que antes eram tomadas como certas, ja não exibem tanta rubustes intelectual diante das incertezas dessa caverna. Não podemos mais contar com a luz de outras pessoas ou pela forma projetada com que outros nos idealizam. Ali, sentados na escuridão, é onde começa o encontro com nosso Eu.

Conheça-te a ti mesmo Sócrates

 

O que é a Verdade?

 Lá dentro dessa caverna, temos tempo suficiente de conviver com nós mesmo. Nesse momento de escuridão, uma pequena chama se ascende, é através dessa chama ainda pequena, que começamos a observar as paredes, as plantas, os vasos, e todos os objetos que  compôem esse novo mundo. É nesse isolamento existencial que reavaliarmos tudo que nos foi passado e que muitas vezes não fora refletido e acabamos colocando-os como Verdade absoluta em nosso interior. Relacionamentos, religião, família, objetivos de vida, crenças, tudo isso foi depositado em nosso interior sem o menor cuidado em refletir sobre o que permitirmos viver dentro de nós. No interior dessa caverna em que nos encontramos, temos tempo de arrumar nosso mundo interno através da descoberta e experimentando as coisas como ela realmente são. Talvez aquele vaso que sempre esteve em tal lugar, ficaria melhor se estivesse um pouco mais à direita. Aquele vaso que tínhamos certeza absoluta de que estava na posição certa, ao ser olhado com mais cuidado, pode ser movido de lugar, ou ainda retirado.
A verdade, como “v” minúscula pode ser subjetiva e temporal, porém a Verdade com “V” maiúscula trás consigo a consciência e essência daquilo que reside de mais profundo no ser humano, nossa Humanidade. É focado nessa Verdade, lá no interior de nossa caverna que podemos verdadeiramente nos conhecer e descobrir tudo que constitui o Eu.

Como conhecer nosso Eu interior?

Fonte: internet

É no silêncio do interior dessa caverna que acontecem coisas fantásticas. Na proteção forte das paredes e no isolamento temporário com o mundo exterior, que podemos descobrir diamantes, rubis e esmeraldas encrustrads nas paredes. Na escuridão, encontramos a Luz. Esse processo de autoconhecimento era chamado pelos sábios indianos como Meditação. Talvez não a meditação midiática ou meditação intencionada ao exterior, mas a Meditação que nos conduz ao interior de nossa Caverna Existencial, e lá somos capazes de avaliar tudo que possuímos, tudo que vivemos, tudo que sentimos e tudo que desejamos para nosso futuro. É nesse processo de silêncio interior que somos capazes de ouvir a voz silenciosa do nosso verdadeiro Eu, somos capazes de compreender nossa real natureza.
A Meditação muitas vezes é vista como algo difícil de praticar, talvez devido a essa falta de prática em estar com nós mesmos nos dias atuais. Podemos ter reuniões durante o dia inteiro, trabalho, estudo, férias, etc estamos cercados por dezenas, algumas vezes centenas de pessoas durante um único dia, então porque é tão difícil meditar? Por que é tão dificil voltar a atenção para dentro de nossa caverna? O tédio toma conta de muitos no começo dessa jornada meditativa. É quase insuportável ficar parado por apenas 5 minutos. Esse curto tempo de 5 minutos se transformam para alguns, em penosas horas.
Sartre, um filosofo existencialista francês, disse “Se você sente tédio quando está sozinho é porque está em péssima companhia”. Essa é uma colocação que vale a pena ser refletida, sua colocação nos convida a questionarmos sobre a presença agradável ou não, do nosso próprio Eu. Pensemos por um segundo na possibilidade termos uma exata cópia nossa, será que seríamos amigos desse outro Eu? Estaríamos confortável com nós mesmos, assim como ficamos com alguns amigos?

“Se você sente tédio quando está sozinho é porque está em péssima companhia” Sartre

 

Fonte: Internet

Esses questionamentos são essenciais para que não nos surpreendamos com o que encontraremos no interior da caverna, e que verdadeiramente possamos apreciar nossa existência, nosso Eu. Somente através de uma conversa sincera com nós mesmos, sozinhos, no interior dessa caverna, é que podemos ser sinceros o suficiente de compreender nossas fraquezas, qualidades, desejos e aspirações de vida. Somente no interior dessa caverna, na presença de nós mesmo e de mais nada, é que podemos responder a pergunta que atormenda por milhares de anos o ser humano: Quem sou Eu?

 


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